CRF-SC em luta para impedir a aprovação do PL 9482/18 que permite venda de medicamentos em supermercados

O CRF-SC está na linha de frente, para impedir a aprovação do Projeto de Lei 9482/18 que pretende liberar a venda de medicamentos em supermercados. Está ocorrendo hoje, 27, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), no Congresso Nacional, a audiência pública que discute a questão. Essa proposta é um atentado contra a saúde pública e o equilíbrio nas contas do Sistema Único de Saúde e vai na contramão das orientações das maiores organizações de saúde do mundo, pois medicamento é coisa séria e farmácia não é supermercado.

A tentativa irresponsável de liberar venda de medicamentos em supermercados – num país no qual o índice de internações hospitalares por automedicação é maior que o de por animais peçonhentos! – está sendo combatida pelo CRF-SC, aliado a todas as instituições farmacêuticas que se mobilizaram para impedir mais este retrocesso na saúde pública.

Os erros de medicação acarretam uma morte por dia e prejudicam 1,3 milhão de pessoas ao ano (EUA). Os números são semelhantes no Brasil (OPAS/OMS).

Os medicamentos são a principal causa de intoxicação no país. Entre 2012 e 2017 foram 241.967 casos, 40% do total de 590.594. São pelo menos 3 vítimas a cada hora, sendo as crianças as mais afetadas.

O SUS gasta R$ 60 bilhões de reais por ano para tratar danos causados por medicamentos. (Freitas/2017 – UFRGS).

O Brasil tem 85 mil farmácias e 220 mil farmacêuticos, não havendo argumentação econômica, sanitária ou social que justifique a venda de medicamentos em supermercados.

Na foto: Ronald Ferreira dos Santos, presidente da Fenafar e do Conselho Nacional de Saúde, Marco Koerich, Diretor do CRF-SC, Elaine Huber, Assessora Técnica do CRF-SC, e Paulo Araújo, Conselheiro do CRF-SC.

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