Organização de medicamentos como estratégia para melhorar a adesão ao tratamento

Um bom gerenciamento da terapia medicamentosa garante o uso seguro do medicamento e isso gera impactos positivos na saúde dos pacientes. Farmacêuticos interessados em melhorar habilidades sobre a preparação individualizada da medicação têm a oportunidade, dentro da programação do Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, em Foz do Iguaçu, de participar, no dia 15 de novembro, do minicurso: Organização de medicamentos como estratégia para melhorar a adesão ao tratamento.

O minicurso será ministrado pelo farmacêutico especialista em farmácia comunitária pela Ordem dos Farmacêuticos de Portugal e mestre em Farmácia Assistencial pela Universidade de Granada, Dr. Henrique José Mateus Santos. Ele explica que a capacitação é destinada a todos os profissionais que prestam Cuidados Farmacêuticos e terá uma abordagem bastante prática do assunto. “O curso está focado na avaliação do processo de uso dos medicamentos, isto é, nas causas que geram os problemas de saúde associados aos mesmos e que provocam inefetividade e inseguridade”.

De acordo com o Dr. Henrique, a organização dos medicamentos é um dos componentes de um processo mais amplo, chamado Gerenciamento da Terapia Medicamentosa. Aplica-se à drogaria, à farmácia de manipulação, à farmácia hospitalar ou aos lares e a outras instituições que acomodam doentes de modo prolongado. “É um processo transversal a todos níveis de cuidados, sejam eles primários, hospitalares ou continuados. Por este motivo este curso é totalmente abrangente”, explica.

No curso serão abordadas técnicas da comunicação na entrevista farmacêutica, a sistemática para avaliar a medicação e para realizar a intervenção farmacêutica que permita a resolução de todos os Problemas Relacionados com Medicamentos (PRMs) encontrados. Dr. Henrique explica que a falta de adesão é um PRM que afeta, quase sempre, a saúde do doente. “Quando falamos em adesão ao tratamento sempre ficamos com a ideia que o doente não toma o medicamento, mas adesão é, no geral, qualquer alteração do plano terapêutico instituído pelo médico ou pelo farmacêutico”.

Também serão tratados sistemas tecnológicos que permitem registrar os problemas encontrados para que todos os profissionais de saúde que cuidam do paciente tenham acesso. Além da Revisão da Medicação, um processo farmacêutico que tem como objetivo avaliar toda a medicação que o doente toma para identificar PRMs, já que os erros da medicação são problemas de saúde pública tão importantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em março de 2017, um Desafio Global com vista à redução deste problema que causa mortalidade e morbilidade associadas ao uso dos medicamentos.

Fonte: Comunicação do CFF
Autor: Murilo Caldas