CFF debate ensino EaD na Câmara dos Deputados

Em audiência pública realizada na terça-feira, dia 27 de agosto, no plenário 7 da Câmara dos Deputados, sobre o Ensino à Distância na Saúde, o Conselho Federal de Farmácia apresentou um estudo sobre os reflexos do EaD na formação na área da Saúde. A audiência pública atende requerimento dos deputados Santini (PTB-RS) e Pinheirinho (PP-MG). Assim como o CFF, os Conselhos profissionais de Medicina, Medicina Veterinária e Enfermagem se posicionaram contra o EaD na Saúde e apresentaram suas contrarrazões.

Os farmacêuticos foram representados pela assessora da Presidência do CFF, professora Zilamar Camargo Costa, que preside a Comissão de Educação do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS). Ela compôs a segunda mesa de debates, iniciada às 16h30, e falou sobre a distribuição de vagas EaD por profissão, que no caso da Farmácia já superou 76.090 vagas neste ano.

Zilamar também fez um diagnóstico crítico dos polos de prática presencial, nos quais foram detectados problemas como falta de equipamentos, e citou exemplos, como o polo de Enfermagem e Farmácia da Universidade Brasil, em São Bento, no Maranhão. A mesma universidade apresenta endereço de um terreno baldio como polo para a Medicina Veterinária. “Isso é a flexibilização exagerada, sem controle, sem supervisão, e autenticada e validade pelo MEC, infelizmente”.

A representante do CFF ressaltou que o atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais não vem sendo observados. “É uma educação simplesmente baseada na web, com um simples repositório de conteúdo, igual de norte a sul, para todos os polos, com encontros presenciais entre três e quatro. Essa é a média nacional, e as DCNs que tem um foco para a área de saúde, dizem que a relação ensino serviço, com estágios desde o início, não ocorrem no EaD”.

Ou seja, em muitos desses cursos a distância, as habilidades práticas em laboratórios não ocorrem. “É importante considerar o que é um curso EaD e o que é um curso presencial. A legislação define o seguinte: curso presencial pode ter até 20% de atividades EaD; e o EaD, 30% de atividades presenciais. Mas, nenhum curso da área da saúde tem 30% de atividades presenciais. A média é de 60%. Como colocar esses 60% de atividades presenciais dentro de um curso a distância? É impossível! A legislação prova isso”, alertou Zilamar.

Também participaram da discussão:

– o representante do Ministério da Educação, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior;

– o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi;

– o representante da Associação Brasileira de Estudantes (ABE), Edvaldo Alves da Silva Júnior;

– a presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, Elizabeth Guedes;

– o representante do Conselho Federal de Enfermagem, Walkírio Costa Almeida;

– o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti de Almeida;

– o representante do Conselho Federal de Medicina, Dalvériode Paiva Madruga;

– o presidente do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Sólon Hormidas Caldas;

– o representante do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Cássio Fernando Oliveira da Silva;

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