CRF-SC completa 57 anos

O CRF-SC completa 57 anos, neste 31 de agosto, e em todas essas décadas sempre houve quem dedicou esforços intelectuais, tempo e recursos para acrescentar valor e ciência à profissão farmacêutica. A todos que demandaram talento individual e sacrificaram parte da sua vida privada em nome da valorização coletiva da categoria, oferecemos nossa reverência, e nosso profundo agradecimento. Foram muitos, em muitas épocas.

Em um passado nem tão remoto, a atuação de Conselhos Federal e Regionais, sindicatos e Federações, e demais órgãos representativos da classe, conseguiu derrubar o projeto de lei (PL 4385/94) da então senadora Marluce Pinto. O objetivo do projeto era eliminar a obrigatoriedade da presença do farmacêutico nos estabelecimentos que fazem a dispensação de medicamentos.

Mais recentemente, a Anvisa publicou a RDC 44/09, consolidando a jornada política e social que envolve milhões de brasileiros em busca de um conceito inovador: o entendimento consolidado de que os medicamentos não são mercadorias comuns, e sim insumos que asseguram o direito à saúde – e de que a Farmácia não é um simples local de comércio, mas um estabelecimento de saúde prestador de serviço. Por fim, em decorrência dessas premissas, e ao mesmo tempo como base fundamental desta filosofia, está o fato de que o Farmacêutico é um profissional de saúde.

A aceitação social desse fato se desdobra em inúmeros impactos benéficos na vida dos brasileiros. Constitui-se, na verdade, em um formidável avanço humanístico e civilizatório na relação do homem com os poderes, muitas vezes incompreensíveis, das forças químicas e naturais que produzem cura – ou, agravam a doença.

Os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde reafirmam que 50% de todos os medicamentos consumidos no mundo são prescritos, dispensados ou usados de forma inadequada. Isso nos permite conhecer a dimensão assustadora do desperdício de dinheiro e da ineficácia das terapias medicamentosas que resultam da falta de Assistência Farmacêutica.

É por isso que há praticamente dez anos, toda ação técnica e política do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina é concebida e executada tendo como objetivo interferir nessa realidade e transformá-la.

E agora dedica atenção, inteligência e força política em diversas linhas que podem representar a melhoria das condições de trabalho, da valorização salarial, da capacidade técnica e – em última análise e como melhor expressão – da política global de saúde para os brasileiros.

São batalhas nas quais sempre há vagas nas fileiras para mais soldados. O CRF-SC compreende como uma verdade auto-evidente que o sistema social se muda de dentro para fora. É participando das instituições que podemos revolucioná-las, aprimorá-las e contribuir para evolução, como fizeram nossos antecessores citados no início deste texto.

Há um espaço esperando por esses colegas, tanto no Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina, quanto nas Associações de Farmacêuticos espalhadas pelo estado – que o CRF-SC estimula e apoia – ou nas entidades representativas de setores específicos, como a Anfarmag e a SBAC, para citar poucos e bons exemplos. Mas é preciso se alistar no seu batalhão.

O CRF-SC ainda está alertando e convocando os farmacêuticos catarinenses para que ocupem os espaços políticos disponíveis nos Conselhos municipais de saúde e Conselho estadual, para que interfiram diretamente na formulação das políticas de saúde em território catarinense, apontando sempre a importância do farmacêutico nesse processo.

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