Carta aos Farmacêuticos Catarinenses / Covid2

Print Friendly, PDF & Email

Caros colegas Farmacêuticos, o CRF-SC tem realizado ações para proteger os farmacêuticos e suas equipes diante do atual cenário de quarentena e enfretamento para reduzir os números de infecção pelo vírus SARS-COV-2 (coronavirus COVID-2). Abaixo, relacionamos algumas medidas tomadas que são importantes conhecer e divulgar entre a categoria.

  • Solicitação de EPIs ao governo do Estado de Santa Catarina via Secretaria de Saúde e prefeituras municipais, especificamente, máscaras para os profissionais que atuam em farmácias, laboratórios e outras atividades exercidas por farmacêuticos que atuem diretamente no combate a pandemia.
  • Envio de carta ao governador solicitado abertura de crédito para profissionais liberais
  • Solicitação junto à VISA/SC para liberação de vacinas contra a gripe para farmacêuticos, atendentes de farmácia e de laboratórios.
  • Solicitação de proteção (rondas policiais) para os estabelecimentos de farmácias junto à Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, visto que os estabelecimentos estão abertos ao público e atuando quase que de forma isolada, mais vulneráveis a assaltos.
  • Durante a vigência da quarentena as farmácias e laboratórios podem adequar os horários de funcionamento (ampliar ou reduzir o horário de funcionamento do estabelecimento), de acordo com a sua realidade local (há cidades que têm toque de recolher), sem necessidade de aviso prévio ao CRF-SC.
  • Solicitação ao CFF de prorrogação de prazo para pagamento das parcelas da anuidade do CRFSC.

O CRF-SC também enfatiza medidas importantes em farmácias e laboratórios:

– higiene constante das mãos (incluindo antebraço) com água e sabão e/ou álcool gel;

– higienização das superfícies (balcão);

– sempre oferecer álcool gel para os clientes higienizarem as mãos após utilizarem máquinas de cartão de crédito ou realizarem pagamento em dinheiro;

– realizar o atendimento de forma distanciada, preferencialmente, e colocar uma fita que isole o balcão evitando que os clientes se apoiem ou coloquem as mãos no balcão;

– demarcar o espaço no passeio externo da farmácia ou laboratório para a organização da fila, e também internamente, para que não haja aglomeração ou aproximação entre as pessoas;

– para a coleta de materiais biológicos utilizar EPIs: recomenda-se utilizar luvas e jalecos em pacientes assintomáticos, e em casos de pacientes sintomáticos utilizar jaleco, luvas, óculos e gorro. Lembrar que o paciente deve ficar isolado dos demais;

– fortalecer e divulgar o serviço de tele-entrega, e realizar atendimento remoto para orientar adequadamente os pacientes;

– realizar serviços farmacêuticos (verificar pressão, teste de glicemia, aplicar injetáveis) somente em casos que julguem necessário, já que estas situações são as que mais colocam os profissionais em risco devido à proximidade;

– considerar a sua roupa de trabalho como uma possível fonte de contaminação. Por isso, recomenda-se que roupas e calçados que estiveram em ambiente de trabalho não circulem por locais públicos (por exemplo, não ir ao mercado depois do serviço) e tampouco  no ambiente familiar;

– profissionais farmacêuticos e demais colaboradores da equipe que pertençam ao grupo de risco devem ser afastado das atividades;

Especificamente quanto ao uso de máscaras em farmácias comerciais, seguimos as orientações da Vigilância em Saúde, derivadas das recomendações internacionais OMS/OPAS, que recomendam o uso de máscaras faciais para:

  • Pessoas que apresentam sintomas respiratórios, como tosse, espirros ou dificuldade em respirar, mesmo quando procuram atendimento médico, para proteger as pessoas ao seu redor.
  • Pessoas (incluindo familiares) que prestam atendimento a pessoas com sintomas respiratórios.
  • Profissionais de saúde, quando entram em uma sala com pacientes ou quando tratam um indivíduo com sintomas respiratórios e de acordo com o tipo de atendimento que será prestado.

Em nenhuma dessas circunstâncias o uso somente da máscara facial garante a proteção contra infecções,  e deve ser combinado com outras medidas de proteção pessoal, como higienizar as mãos, manter distância de pessoas com sintomas e praticar a etiqueta respiratória.  E a máscara deve ser trocada a cada 2 horas, ou quando estiver úmida.

O CRF-SC respeita e apoia os profissionais que desejam utilizar máscaras durante sua jornada de trabalho, e por isso solicitou apoio do Governo do Estado de Santa Catarina para o fornecimento desse EPI para os profissionais que atuam em farmácias, visto que o CRF e CFF não podem, por força de lei, comprar EPIs.

Queremos enfatizar que a utilização de máscaras de forma incorreta pode até mesmo facilitar a contaminação, e por isso recomendamos que os profissionais que fizerem o uso de EPIs (máscara) acessem o link abaixo, leiam as instruções e orientem suas esquipes.

(https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/51860/OPASBRANCOV20001_por.pdf?sequence=5&isAllowed=y)

O CRF-SC vem trabalhando e promovendo ações em consonância com a Vigilância em Saúde no que se refere às atividades dos profissionais farmacêuticos no enfrentamento dessa pandemia. Desejamos que todos fiquem bem, cuidem-se e cuidem das pessoas que lhes procuram. Paciência, amor, resiliência e saúde a todos.

CRF-SC/ 24/03/2020.

ÉTICA NA SAÚDE.

Skip to content